Endocrinologia| Emagrecimento| Ortomolecular | Medicina Esportiva

Diabetes Gestacional: Oportunidades Para Melhorar a Saúde Materno Infantil

Diabetes Gestacional: Oportunidades Para Melhorar a Saúde Materno Infantil

O sonho da maior parte das mulheres é tornar-se mãe, mas nem sempre a gravidez é um mar de rosas ou um sonho imaginado por muitas desde a infância e os cuidados precisam ser tomados, pois, são diversas as complicações que podem aparecer durante a gravidez e a Diabetes Gestacional é apenas uma delas e pode trazer riscos metabólicos de longo prazo, tanto para a mãe quanto para os seus filhos.

Quem vai nos falar mais a respeito é a Dra. Bruna Marisa, médica, pós graduada em Endocrinologia, Medicina Ortomolecular, Membro da SBEM  e  especialista em emagrecimento.

Afinal, O Que é Diabetes Gestacional?

Diabetes gestacional é um dos distúrbios clínicos mais comuns na gravidez. Trata-se da intolerância à glicose, um quadro que acaba resultando em hiperglicemia e, tem início ou acaba sendo diagnosticada na gravidez.

A Dra. Bruna explica que a diabetes gestacional é, normalmente, uma condição aguda que resulta em problemas de curto prazo para a mãe e seus filhos, uma vez que a intolerância à glicose, na maioria dos casos, acaba voltando ao normal após a gravidez. No entanto, existem riscos à longo prazo que precisam ser avaliados adequadamente.

Atualmente a Diabetes Gestacional afeta mais de 20 milhões de nascidos vivos (por volta de um bebê a cada seis nascidos) no mundo todo. 

Em vista dessas variações, o termo hiperglicemia na gravidez, às vezes é usado na definição, que inclui diabetes gestacional, diabetes pré-gestacional (diabetes tipo 1 e 2 pré-existente) e diabetes evidente diagnosticada na gravidez.

Quem Sofre Os Riscos?

Os riscos para a saúde do bebê, quando ele é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no útero da mãe, é o desenvolvimento da obesidade e diabetes no futuro.

Outro risco para o bebê, é o crescimento excessivo (macrossomia fetal), além das dificuldades no parto e hipoglicemia neonatal.

No entanto, além do diabetes tipo 2, os recentes estudos, indicam que o diabetes gestacional também é um fator de risco para doença cardiometabólica materna e infantil de longa duração. 

Quais Os Sintomas?

Ainda não há um consenso no diagnóstico do diabetes gestacional, pois existem técnicas diferentes nos procedimentos de triagem, além de se adotar diferentes critérios para os diagnósticos em cada país.

Quanto aos sintomas, nós podemos afirmar que, na maioria dos casos, são inexistentes. Mas havendo, eles acabam sendo confundidos com as alterações normais em qualquer gravidez, como por exemplo: inchaço nas pernas e nos pés, aumento da vontade de urinar, excesso de fome, o ganho de peso exagerado na mulher ou no bebê, entre outros. Para um diagnóstico preciso, é necessário um exame de glicemia durante a gestação.

O Que Fazer Para Prevenir? Qual O Tratamento?

Segundo a Dra. Bruna Marisa, se faz necessário uma mudança nos hábitos alimentares para controlar as taxas de açúcar e mantê-las dentro da normalidade, além de um monitoramento com avaliações regulares de glicemia, a prática de exercícios físicos com uma dieta saudável e a observação do bebê. Se a glicemia estiver muito alta, se fará necessário o uso de medicamentos.

Pode se prevenir a maioria dos casos de diabetes tipo 2 através de uma mudança no estilo de vida; tornando-o mais saudável. Mulheres com diabetes gestacional e suas famílias entram na categoria de alto risco, o que se faz necessário uma intervenção direcionada.

Conclusão

Atualmente as estratégias de diagnóstico e tratamento recomendadas pelas diretrizes nacionais e internacionais são direcionadas principalmente para os riscos de curto prazo; apenas durante a gravidez até parto. No entanto, se faz necessário buscar estratégias de diagnóstico e tratamento para as condições de longo prazo

Mulheres com um histórico de diabetes gestacional, terá 20 vezes mais chances de risco de diabetes tipo 2 ao longo da vida. E quase a metade dessas mulheres (perto de 50%) terão desenvolvido o metabolismo da glicose prejudicado em 10 anos após terem sido diagnosticadas com diabetes gestacional.

Devemos considerar tanto o diabetes gestacional quanto a hiperglicemia na gravidez como uma doença pré-cardiovascular. E para uma melhor estratégia de tratamento, devemos buscar um diagnóstico mais profundo, que possa abranger não apenas os riscos de curto prazo, mas também os risco de longo prazo e o tratamento adequado para cada situação, seja para as causas de riscos cardiovasculares ou na prevenção do diabetes do tipo 2.

Deixe uma resposta

Fechar Menu
Open chat
Fale com a Dra. Bruna
Olá, Me chame aqui para tirar dúvidas ou agendar sua consulta!